AMBIENTE TÉRMICO INTERIOR AVALIAÇÃO DE CONFORTO / DESCONFORTO CASO DE ESTUDO

Mário A.R. Talaia, Helena Simões

Resumen


Desde o inicio da Revolução Industrial que a Ciência contribuiu para o aperfeiçoamento do processo de produção e performance dos sistemas mecânicos associados a este. Até meados do século XX, as condições de trabalho nunca foram consideradas fundamentais na investigação científica ligada à Indústria mesmo que tais implicassem riscos de doenças para os trabalhadores. Para tal contribuíam dois factores, uma mentalidade em que o valor da vida humana era pouco mais valorizada comparando com os ganhos económicos e uma total ausência, por parte dos Estados, de leis que protegessem o operário. A Indústria sempre teve, associada a si, uma vertente humana, todavia nem sempre esta foi tratada como sendo a sua componente mais relevante.  O estudo do ambiente térmico começou de forma a solucionar alguns problemas associados ao desempenho mecânico de determinados dispositivos industriais. Fanger (1972) mostrou a importância ergonómica do estudo do ambiente térmico. Desde este trabalho, as investigações do estudo do conforto térmico têm sido frutíferas e caracterizadas por uma grande multidisciplinaridade, nomeadamente Engenharia, Meteorologia, Medicina, Arquitectura, Ergonomia, entre outras.  O estudo do conforto térmico tem uma forte importância económica. O controlo de parâmetros meteorológicos permite a optimização do ambiente térmico e consequentemente um incremento nos níveis de produção e satisfação. Várias pesquisas realizadas em laboratório e em campo têm sido desenvolvidas de forma a demonstrar a relação entre o conforto térmico e o desempenho do trabalhador. Embora os resultados destas actividades experimentais não tenham conduzido a conclusões definitivas, mostraram claramente a tendência do desconforto proporcionado por ambientes quentes ou frios reduzir o desempenho do trabalhador (Krüger et al., 2001). No entanto é necessário enfatizar o carácter social do estudo desta temática. O conforto térmico não deve ser analisado de forma a ter como “pano”

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